Contos de novembro

 

A aventura de Joãozinho 

 

Em uma terra distante havia um garotinho apelidado de Joãozinho, por ser pequenino, o qual, no mês de novembro, saiu de casa cedo e ninguém percebeu a sua ausência. Ele foi rumo à floresta encantada, no entanto, quando chegou lá, encontrou um duende machucado e amedrontado... 

Joãozinho perguntou: 

— O que aconteceu com você meu amiguinho, não precisa ficar com medo de mim, só quero te ajudar.   

O Duende respondeu: 

— Eu não tenho medo de você, o meu medo é do Barba Azul, que apareceu aqui na floresta e ameaçou toda a minha família. 

— Mas por que você e a sua família foi ameaçada? – indagou Joãozinho. 

— Tínhamos uma dívida com ele, o qual deu até ao nascer do sol para que a minha família ache o pote de mel que está escondido aqui na floresta. – respondeu o Duende com tristeza. 

— Você sabe onde encontrar este pote de mel? – perguntou o garotinho. 

— Sim, mas para eu pegar este pote, tenho que enfrentar um grande enxame de abelha – o Duende respondeu. 

— Eu posso te ajudar nesta missão! – Joãozinho disse com entusiasmo.  

Então... Joãozinho pensou e pensou em como poderia ajudar... 

— Achei uma solução para você. Vou buscar o fumegador de meu avô e vamos juntos retirar o mel e entregar ao Barba Azul. – disse o garotinho. 

O pequenino foi até a casa da árvore de seu avô, na Floresta dos Incensos, e pediu a ele com gentileza o fumegador. O avô perguntou para que ele o queria.  

Joãozinho respondeu: 

— É para ajudar um amigo e, até ao entardecer, eu o devolverei ao senhor. 

Assim, o garotinho voltou para a floresta encantada, passando pelo riacho das nuvens, onde foi até a colmeia das abelhas levando o fumegar de seu avô e o pote do Duende. Portanto, conseguiu tirar uma parte do mel, dando o suficiente para encher o pote a fim de pagar toda a dívida antes do nascer do sol. 

No entanto, o Barba Azul começou a exigir mais do que apenas um pote de ouro, então tentou atacar o Duende o empurrando ao abismo, mas, felizmente, Joãozinho ainda com o fumegador em mãos, lançou fumaça na cara do Barba Azul, o qual acabou tropeçando em uma raiz que ali estava e despencou do penhasco... 

Após isso, o Duende ficou tão agradecido pela ajuda de Joãozinho, pois sabia que sozinho não ia conseguir. A gratidão foi tão grande que entregou um pote cheio de ouro a ele. 

Por fim, Joãozinho voltou para casa de seu avô todo feliz pela vida salva e pela missão cumprida, mas também porque sabia que a amizade não tinha preço e deixou o pote de ouro com o Duende e sua família.   

 

 

 

Arthur Campos Ribeiro Ferrão Videira - 1º MA 

 

Eu tenho a sorte de ter em minha vida uma pessoa iluminada. Você é o meu sol, quando o dia amanhece nublado, é o meu verão quando o inverno insiste em ficar. 

 

Você é uma flor tão linda, que todos os beija-flores querem beijar. E tem tanto mel que todas as abelhas lhe querem tocar. 

 

Você me faz querer sussurrar as palavras mais doces, e depois transformá-las em canção de ninar. Com você, eu não preciso de muita coisa mais, pois já tenho a maior riqueza que alguém pode sonhar. 

 

O seu amor me faz sentir pleno como o mar, numa linda noite de luar. Eu te amo tanto, será que alguém pode duvidar? 

 

Você é minha namorada e eu sou realmente feliz por te amar, e a minha vontade é te colocar num altar. Os meus amigos me dizem que você vai se endoidecer, e logo de mim vai se cansar. 

 

Mas eu não tenho medo. Aconteça o que acontecer, eu terei sempre o meu amor você. 

 

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Desculpa incomodar, mas eu preciso falar. 

Queira ou não saber, já estou dizendo. Me senti muito mal esses dias, desde sábado. É um peso, uma angústia, não sei nem se consigo te explicar. 

Não estou tentando mais nada, como você mesmo pediu, eu só preciso desabafar porque guardar está me sufocando... 

Fazia tempo que eu não me sentia assim e se eu não falasse, continuaria mais mal. 

É uma dor tão grande que parece que vou morrer. E eu não estou usando metáforas, eu realmente não estou bem. 

Tô passando mal, com dor no peito. 

Eu conheço os limites do meu corpo e passar por isso nessa idade, chega me dar medo. Senti vontade de me matar, juro. Mas até pra isso eu sou covarde. 

Mas seria realmente o fim de tudo, e não haveriam mais problemas de quaisquer tipo. É tentador. 

O que eu sinto por você, parece que não tem cura. E eu juro, eu não queria sentir mais nada por você. Porque eu não aguento mais te aborrecer e ficar mal assim. 

Eu não tenho psicológico pra passar por certas situações, e coisas relativas a você mexem muito comigo. 

Eu sinto, mas não consigo mais demonstrar. Talvez, por mágoa. Aliás, até consigo. Mas não quero. 

Desculpa. Mas tem tanta raiva dentro de mim que está me corroendo, e eu só consigo sentir vontade de me vingar de você. 

Estou triste, mas isso não é nada do qual eu já tenha passado antes. Uma hora passa e se não passar, eu finjo que passou, como já fiz antes. Só que cada vez é pior e mais intenso. 

Eu tenho que dar um fim nisso de alguma forma. Mesmo que pra isso eu tenha que me magoar ou magoar você... 

Uma hora passa. Tem que passar. 

Talvez eu arrume um filho logo. Seria uma coisa que mudaria totalmente o rumo das coisas e te afastaria de vez de mim. 

Não que eu queira isso, mas ao invés de viver junto de você, eu estou morrendo aos poucos. 

E te matando também. 

 

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Encerrando Ciclos

 

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

 

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando

tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não

podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem

culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

 

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

 

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,

promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que

sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo

novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

 

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

 

Davi Rocha dos Santos – 1º ADM

 

 

 

 

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